… se for preciso, da sabedoria alheia  !  Ofereço aos Amigos leitores para ajudar dois pps que recebi hoje, e um artigo de jornal muito bom que li também hoje . A tempestade está ai embaixo … não a deixem cair sobre nós . Meditem sobre os erros dos governos desde a abertura política após 64 …no pouco que se fez pela educação nesse Pais … na desastrada política de inclusão que ameaça sucatear nossas Universidades …na necessidade de importação de mão de obra estrangeira …em outros descalabros … e decidam exigir candidatos viáveis para as próximas eleições , ou não votem em Postes … exijam na campanha , debates esclarecedores, e não caretice de marketeiros de araque   . Seguem os subsídios anunciados :

– Com meus agradecimentos ao Sérgio Camargos  ;  A Alma do Mundo

– Com meus agradecimentos ao Amigo F. Beauclair : Joo_Ubaldo_-_Educao

Vamos pular a tempestade e publicar o bom artigo do Arnaldo  Bloch  aproveitando um incidente recente e fazendo um compreensível apelo às autoridades para que se preocupem em educar o nosso povo … eu acrescento que não apenas educar como principalmente não deseducar com maus esemplos , etc .  Pulem e leiam o Artigo !

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TRÂNSITO E
ONIPOTÊNCIA
(Arnaldo Bloch )

Dizem que é no trânsito
que o ser humano
mostra o pior de si.
Junto com o ir e vir de
carros, ônibus e motos,
fluem o egoísmo,
a burrice e a fúria.
Claro que toda essa
insensatez está em outros lugares, se não em
todos. Mas é nos fatos correntes do trânsito
que ela assume sua expressão cotidiana
mais corriqueira, identificável “a olho nu”,
testemunhada por quem vai, vê e passa.
As providências públicas são sempre exigidas
e pouco tomadas, e os costumes, teimosos,
resistem: se por um lado a Lei Seca
freia impulsos, por outro centenas de táxis
são equipados com sensores de pardais. Nos
pontos cegos, enfiam o pé no acelerador para
levar os apressados que bebem a seus destinos
iniciais e finais. Dentro, mini-TVs,
walkie-talkies, transmissores, sirenes, vozes
e luzes negras produzem ambientes de confusão
que, além do risco de vida e morte, assassinam
funções cognitivas.
Os ônibus, continuam a “ligar o foda-se”
— velha expressão, ainda bastante em uso,
para designar o pisca-pisca dos grandões
que só faz avisar que você será fechado violentamente
e jogado para a outra pista de
onde vem uma jamanta: o popular e sangrento
sanduíche de automóvel. E, como há
30 anos, os buzuns fazem as mesmas curvas
em alta em cima de viadutos e em túneis.
Párias do volante, os donos de carros, por
sua vez, confundem o privilégio do seu conforto
com uma condição delirante de cidadãos
de primeira classe num safári urbano,
esquecendo-se de que o transporte público
é que atende à base da pirâmide, e que o
transeunte, em última análise, é o Rei.
Onipotência é a substância que perpassa a
mente e os nervos de todos os agentes espontâneos
do caos, no trânsito ou fora dele. Mas é no
trânsito que impulsos infantis de grandeza e poder
ilimitado não só tomam conta de quem dirige
(e de quem é transportado), como expressam-
se em público cotidianamente.
A perversão, no trânsito, é transparente, mas
só até certo ponto: assim como as difusas práticas
do mercado financeiro, nas quais a posse
dos valores a qualquer custo humano misturase
na massa dos capitais, os brokers do trânsito
usam seus fluxos multidirecionais para dificultar
a apreensão dos detalhes de seus delitos.
A ópera de horrores do trânsito, nessa sua
mistura de exibição com intangibilidade, guarda
analogias também com o mundo do futebol,
universo paralelo com leis próprias e relações
sociais que, ao contrário de grande parte das
atividades privadas, não sofrem ingerência decisiva
dos poderes, a não ser quando estes precisam
fazer uso, ou abuso, de sua fantástica máquina
de mobilização. O trânsito, como o futebol,
é um terreno onde também se consegue escapar
à Lei permanentemente e flutuar num
limbo de horror à margem dos poderes.
No trânsito, a burrice, que é mãe e filha da
onipotência, dá show nos cruzamentos fechados,
que não adiantam a vida dos sacanas e
atrasam as dos milhares que vêm da transversal.
Ou na ação do clássico imbecil que sai tesourando
com tráfego lento e, ao parar no sinal, já
está emparelhado de novo com o velhinho que
ultrapassou e xingou lá atrás.
É no trânsito que playbas e infelizes em geral
bufam como cavalos diante de qualquer obstáculo,
e peço perdão aos equinos, inocentes
de tudo. É nos transportes que o povo ainda
se pendura em coletivos, repetindo, em escala
de massa, o hábito do estribo de bonde. É
no trânsito que o público entra às dezenas
em vagões de metrô e trem sem qualquer
cuidado, massacrando quem está lá dentro.
Nas motivações para a queda do ônibus
328, mesmo tendo em conta as responsabilidades
da sociedade e dos poderes, e ainda
que se considerem todos os fatos e se vá conhecendo
os perfis do motorista e do passageiro
agressor, o que transparece é a onipotência
feita burrice: cada ato, ali, é quase
uma fórmula matemática indicando as coordenadas
para a calamidade.
Mas o que os move é a ilusão primária do
poder sem limites: motorista e passageiro se
veem desafiados e, diante do obstáculo, procuram
uma solução para não ter que enxergar
seus limites. Os limites estão claros: semelhantes
cujas vidas estão em suas mãos, e
as próprias vidas.
O paroxismo da cegueira e da burrice, então,
desafiando qualquer resquício que houvera
de razão, é o ato de chutar a cabeça do
motorista, de quem seu destino depende, tirando-
lhe a consciência.
Essa dinâmica, da qual o comportamento
nos transportes é um painel vivo, não difere
muito daquela de todas as relações. Na era
do terceiro setor, das mobilizações e dos mutirões,
do estímulo à autoorganização da sociedade
civil, os impulsos individuais ainda
prevalecem e mandam no jogo.
Eles se mantêm conectados às velhas práticas
que não mudam sem uma transformação
associada à formação educacional, único
motor para a cidadania, essa palavra tão pronunciada
e tão pouco apreendida.l
Nas motivações para
a queda do ônibus 328
(…) o que transparece é a
onipotência feita burrice 

Mais que educar temos que desenvolver na população o espírito crítico edificante pois o mundo moderno prescinde de bobos que aceitem ser confundidos com críticas a um político brasileiro que chamou 64 de revolução e não golpe de estado e aceitam o que Fidel fez em Cuba instalando um regíme militar draconiano com mais de 50 anos de supressão total da liberdade na ilha APÓS FUZILAMENTOS SUMÁRIOS , etc . Até mais .