Use o link para conhecer as primeiras estratégias da oposição para o segundo turno :                                             http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-10-01_2010-10-31.html#2010_10-04_17_38_19-10045644-0

Campanha de Serra vai incorporar os ‘aliados’ eleitos

  Fotos: Folha
A passagem de José Serra para o segundo turno da disputa presidencial produziu o cancelamento das férias coletivas que a oposição planejava se autoconceder.

Se a eleição tivesse acabado no domingo, a caciquia do PSDB e do DEM iria às férias.

Agora, porém, todos se dispõem a fazer algo que não fizeram no primeiro round da campanha: suar a camisa por Serra.

Sobrevivente da maldição que Lula lançou sobre a bancada de senadores oposicionistas, José Agripino Maia (RN), líder do DEM, disse ao blog:

“Até agora, a campanha foi estadual. Estávamos envolvidos numa disputa de candidatos a governador e ao Senado. Agora, o quadro é outro…”

“…A fase estadual foi vencida. Temos uma disputa nacional –Serra contra Dilma. Vou assumir interalmente a campanha do Serra no Estado”.

Agripino reelegeu-se para o Senado. E acomodou no governo potiguar a senadora ‘demo’ Rosalba Ciarlini, eleita no primeiro turno.

Ao comitê de Serra interessa converter os êxitos regionais em alavancas para a disputa nacional.

Agripino foi ecoado, em Minas, pelo grão-tucano Aécio Neves: “Me coloquei absolutamente à disposição do Serra, […] para ajudá-lo a chegar à vitória”.

Entre os políticos da oposição, Aécio foi o que obteve o êxito mais reluzente. Elegeu-se senador, carregou Itamar Franco (PPS) para a segunda cadeira do Senado…

…E converteu o ex-azarão Antonio Anastasia (PSDB) em governador reeleito de Minas.

Aécio e Agripino conversaram, pelo telefone, antes da eleição de domingo (3). Àquela altura, a subida de Marina Silva prenunciava o segundo turno.

Combinaram de se encontrar nos próximos dias. Além deles, a campanha de Serra deseja incorporar outras lideranças bem-sucedidas.

Gente como Geraldo Alckmin e Beto Richa, os tucanos que prevaleceram nas disputar de São Paulo e do Paraná.

Gente como Raimundo Colombo, o ‘demo’ que se tornou governador de Santa Catarina nas pegadas do comício em que Lula falara em “extirpar” o DEM.

Tomada pelos movimentos que executa nesta segunda (4), Dilma Rousseff mimetiza a estratégica da oposição.

A pupila do Lula reúne-se, em Brasília, com os aliados que emergiram das urnas de domingo como governadores e senadores eleitos.