Astrônomos europeus anunciaram nesta terça-feira (28) a detecção do objeto mais distante do Universo: uma explosão de raios gama ocorrida há 13,1 bilhões de anos –apenas 600 milhões de anos após o Big Bang.

O satélite Swift, da Nasa, detectou na última quinta-feira uma extraordinária liberação de energia na constelação de Leão. A distância do evento foi confirmada pelo telescópio VLT, do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile.

Efe
Explosão ocorreu 600 milhões de anos depois do Big Bang
Explosão ocorreu 600 milhões de anos depois do Big Bang

As explosões cósmicas de raios gama são os eventos mais energéticos do Universo. A estrela que explodiu, virando um buraco negro, emitiu em 10 segundos mais energia do que o Sol produzirá em seus 10 bilhões de anos de vida.

"É espetacular. Esse anúncio confirma que as explosões de raios gama são fenômenos extraordinários", diz o físico Carlos Escobar, da Unicamp.

A importância de detecções do tipo é saber com mais exatidão quando os interruptores do Universo foram ligados.

O Big Bang ocorreu há 13,7 bilhões de anos. Mas, na infância do Universo, tudo era escuro. Não havia corpos celestes emitindo nenhum tipo de luz.

Com a passagem de alguns milhões de anos, a gravidade começou a compactar a matéria gasosa. O processo formou as primeiras estrelas.

Até hoje, o evento explosivo mais antigo detectado havia ocorrido 740 milhões de anos após o Big Bang. Agora já se sabe que antes disso já havia estrelas e galáxias formadas.